O 2012 do Bragantino foi de extremos. O clube que se orgulhava em ter o técnico por mais tempo à frente de uma equipe das principais divisões do país trocou de comando e teve semestres opostos.
Romarinho atuou no Bragantino no Paulistão
(Foto: Luis Moura / Agência Estado)
O ano do Massa Bruta começou com a disputa do Paulistão. Sob a batuta do técnico Marcelo Veiga, o time terminou a fase de classificação no 7º lugar, com 29 pontos, avançando às quartas-de-final. Em 19 jogos, foram oito vitórias, cinco empates e seis derrotas.
Nas quartas, no entanto, o adversário foi o São Paulo. Em jogo único no Morumbi, o Braga, que ainda tinha em seu elenco o atacante Romarinho, viu Luis Fabiano brilhar e foi goleado por 4 a 1.
De fora da semifinal, o Bragantino foi para a disputa do Título do Interior, que reúne as equipes de fora da capital com melhor colocação no estadual. O bom futebol da primeira fase voltou ao estádio Nabi Abi Chedid e, nos pênaltis, o Massa Bruta eliminou o Mirassol, chegando à decisão do torneio contra o Mogi Mirim.
Na decisão, no entanto, nem a presença da musa do clube, Lorena Bueri, ajudou a equipe, derrotada em casa por 4 a 2 no jogo de ida, mesmo placar da volta em Mogi Mirim. O primeiro semestre acabava com o vice do Interior.
Lorena Bueri não deu sorte na final do Título do Interior (Foto: Luis Moura / Ag. Estado)
Na segunda parte do ano, o Bragantino focou a disputa do Brasileirão da Série B. O início abaixo do esperado, perto da zona de rebaixamento, ligou o sinal de alerta nos arredorres do Nabizão. A campanha do ano anterior, quando o time arrancou no segundo turno e quase conquistou o acesso, mantinha a esperança do torcedor.
Mas, depois da derrota em casa para o lanterna Ipatinga, Veiga teve uma conversa com o presidente do clube, Marco Chedid, que culminou em sua saída do clube após 390 jogos e quase seis anos à frente do Massa Bruta.
O ano marcou a queda de Veiga no Bragantino
(Foto: Divulgação)
Roberto Cavalo substituiu Veiga, mas pouca coisa mudou. Apesar da visível melhora de rendimento, o Braga perdeu quatro partidas consecutivas e se afundou na zona de rebaixamento. Cavalo deixou o clube.
Quando o desespero começava a bater no Nabizão, a diretoria trouxe um nome de peso como a cartada final para tentar salvar o time. Vagner Benazzi, que havia salvado o Botafogo-SP da degola no Paulistão, assumia o Massa Bruta.
E após a contratação de homens de confiança de Benazzi, o time se encontrou e começou a vencer na Série B. Partida à partida, o clube galgava uma posição fora do Z-4, mas não foi fácil. Nas rodadas finais, o Bragantino disputava ponto a ponto com Guaratinguetá e CRB pela permanência da divisão.
O time que havia vencido apenas um jogo em casa até a chegada de Benazzi, encaixou uma sequência de oito partidas de invencibilidade no Nabizão e, contando com uma queda inesperada do Guarani, terminou o Brasileirão na 14ª colocação, com 44 pontos. O jogo da permanência, uma goleada diante do Boa Esporte, foi de muita festa em Bragança Paulista.
Benazzi salvou o time da degola na Série B, mas não renovou para 2013 (Foto: Arthur Costa/ Globoesporte.com)
Mas o final do ano do Massa Bruta teve uma má notícia. Apesar da renovação de contrato da base de jogadores que salvaram o Braga da degola, o técnico Vagner Benazzi não entrou em acordo com a diretoria do clube, que apresentou Mazola Júnior para 2013.