O jogo entre Joinville e Bragantino era entre um time da parte de cima da tabela, que buscava ratificar sua posição na zona de acesso à Série A, contra uma equipe lutando para deixar a zona de rebaixamento. Em campo, nomes de destaque, como o artilheiro do JEC, Lima e o meia do Braga, Tchô. Mas quem acabou roubando a cena na vitória da equipe catarinense por 1 a 0 na noite desta terça-feira na Arena Joinville foram o árbitro Rodrigo Nunes de Sá e seu auxiliar Francisco Pereira de Sousa, envolvidos em dois lances capitais da partida.
A dupla validou um gol irregular do JEC e não deu um gol legal de Tchô. Melhor para o Joinville, que se mantém no G-4 e estaciona o Massa Bruta na zona da degola.
Leandro Carvalho, comemora gol contra o Bragantino (Foto: Leandro Ferreira / Futura Press)
O jogo
Jogando em casa, o Joinville não conseguiu exercer uma pressão nos minutos iniciais da partida. Postado na defesa com três zagueiros e dois volantes, o Bragantino não dava espaços para a equipe catarinense.
Lance do gol do Joinville (Foto: Reprodução/ PFC)
Ainda assim, saiu na frente no primeiro erro da arbitragem. Aos 15, Marcinho cobrou falta pela esquerda e, depois de um bate rebate na área, a bola sobrou para Lima, que chutou cruzado. Leandro Carvalho completou para o gol em posição irregular e abriu o placar na Arena Joinville.
Depois do gol, o Braga foi ao ataque. Como o meia Fernando Gabriel estava bem marcado por Carlos Alberto, que pouco criou na primeira etapa, o Massa Bruta apostou na bola parada.
Aos 33, as cobranças de falta até surtiram efeito. Fernando Gabriel levantou na área e Guilherme mandou para o fundo do gol, mas em posição irregular. O auxiliar Wendel de Paiva Gouveia anulou corretamente o lance.
A jogada acordou o JEC, que terminou a primeira etapa pressionando. As principais chances eram criadas pelo lado direito, na velocidade do lateral Eduardo, nas costas do ala Moreno.
Antes do fim do primeiro tempo, o Joinville ainda assustou o goleiro do Braga, Rafael Santos, em duas oportunidades. Na primeira, Marcinho acertou um chute forte de fora da área, que passou rente a trave.
Um minuto depois, o atacante Lima tocou a bola entre as pernas de Rafael Caldeira e, da entrada da área, chutou colocado, buscando o canto esquerdo do arqueiro do Braga. A bola passou muito perto do gol.
Segundo tempo
Para a segunda etapa, Roberto Cavalo abandonou o esquema com três zagueiros, sacando Walter da zaga para a entrada de Tchô e tirando o ala-esquerdo Moreno para a entrada do atacante Malaquias.
As mudanças surtiram efeito e o Braga dominou as ações na volta dos vestiários. No entanto, mais uma vez, a arbitragem roubou a cena.
Aos 4, Barboza cruzou, Tchô se antecipou ao goleiro Ivan e tocou de cabeça. A bola tocou no travessão, quicou dentro do gol, antes de a zaga tirar. Nem o árbitro Rodrigo Nunes de Sá ou o auxiliar Francisco Pereira de Souza sinalizaram gol.
O Braga ainda teve mais uma chance, com Lincom, mas Ivan fez uma grande defesa. A partir daí, a partida ficou amarrada, com muitas faltas no meio campo até o final do duelo.